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29/07/2010 - Secretarias do Meio Ambiente se reúnem para debater projetos sustentáveis para a Copa de 2014

Brasília - As questões de licenciamento ambiental e os projetos de sustentabilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estão sendo discutidos hoje (29) na 2ª Reunião da Câmara de Meio Ambiente do Ministério do Esporte, em Brasília. Os debates envolvem obras nos estádios, mobilidade urbana, aeroportos e outros que fazem parte da Matriz de Responsabilidades firmada entre governo federal, estados e municípios.

Os representantes das prefeituras e de governos estaduais presentes à reunião apresentam relatórios sobre o andamento da instalação das câmaras de Meio Ambientes nos níveis municipal e estadual, e também os trabalhos que vêm sendo realizados nessa área para viabilizar os projetos ligados à Copa do Mundo que precisam levar em consideração as questões ambientais para receberem licenciamento das secretarias estaduais e municipais.

Entre as cidades que apresentaram seus relatórios pela manhã, Belo Horizonte foi um dos destaques. A cidade mostrou a estrutura já montada para acompanhar e certificar os projetos que serão realizados para o Mundial de 2014. Tudo está vinculado ao Planejamento Estratégico Integrado para a Copa, com grupos temáticos organizados em áreas como marketing e turismo, que tem uma lista de projetos, entre eles, o da Lagoa da Pampulha, que envolve desassoreamento, tratamento e saneamento.

A representante do Rio de Janeiro, Márcia Real, explicou que o estado ainda não criou uma Câmara de Meio Ambiente, mas já desenvolve muitas ações de sustentabilidade direcionadas para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas na cidade e já poderão ser aproveitadas durante a Copa de 2014. Sobre o Estádio do Maracanã, ela disse que o licenciamento ambiental para as obras já está concedido.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, falou sobre os projetos que o governo federal deseja desenvolver para a Copa de 2014. Um deles é o da Copa Orgânica, que “visa a ampliar o mercado de produtos orgânicos ou sustentáveis, tendo como objetivo a Copa e com vistas a aumentar a oferta e diminuir os preços desse tipo de produto agrícola”. Para isso, é preciso identificar e certificar os produtores que possam participar da cadeia de distribuição orgânica.

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14/06/2010 - FGV reafirma que a alta da inflação está impactada pela elevação do preço do ferro

Rio de Janeiro – As variações de preços do minério de ferro influenciam a inflação, ao contrário do que afirmou na última sexta-feira (11) o presidente da mineradora Vale, Roger Agnelli, questionando a metodologia utilizada para o cálculo do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), segundo nota técnica divulgada esta tarde, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O IGP-M tem três componentes que são o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), cujo peso no índice final é de 60%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), com peso de 30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), peso de 10%.

A nota técnica assegura que “é no IPA-M que estão retratados os movimentos de preços do minério de ferro. O impacto da variação de preço do minério de ferro, e de qualquer outro produto integrante do IPA-M, resulta da combinação do percentual de elevação (ou redução) deste item com o seu peso no índice. É conhecida por todos a magnitude da recente elevação do preço do minério de ferro. O que tem suscitado dúvida é o procedimento usado para ponderar os integrantes do IPA-M, o minério de ferro em particular”.

O IGP–M subiu 2,21% na primeira prévia de junho, revelando expansão de 3,14% no IPA-M, onde os produtos industriais tiveram alta de 4,16%. De acordo com a análise da FGV, uma das maiores contribuições para a aceleração da inflação no grupo matérias primas brutas foi o minério de ferro, que saiu de uma deflação de 2,67% para uma elevação de 75,25% no período pesquisado.

De acordo com os economistas do Ibre, o IPA-M reflete as variações médias dos preços obtidos pelos produtores domésticos na operação de comercialização de seus produtos. Sua ponderação é feita com base nas Contas Nacionais e nas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativas aos setores agropecuário e industrial, efetuadas a cada ano. A média trienal do valor das vendas do minério de ferro serve de base para o cálculo do peso do produto, “à semelhança dos demais produtos industriais”, esclarece a nota.

Segundo o Ibre, o critério de ponderação segue padrões internacionais e, por terem como foco a produção, os pesos dos produtos avaliados não fazem distinção se eles são destinados ao consumo interno ou à exportação.

“A atualização mais recente da estrutura de ponderações do IPA-M, em vigor desde abril passado, fez corresponder a este item uma ponderação equivalente a 2,5876 de um total de 100. A multiplicação deste fator pelo percentual de reajuste é a medida do impacto do aumento de preço do minério de ferro sobre o IPA-M”, explica a nota técnica.

Acrescenta, ainda, que as ponderações do IPA-M serão atualizadas de dois em dois anos, de modo a poder apresentar um retrato fiel da estrutura da economia nacional.

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10/05/2010 - Investimentos na indústria naval ajudam a gerar emprego, diz Lula

Ao comentar o lançamento do primeiro navio petroleiro construído no Brasil nos últimos 13 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (10) que investir na indústria naval vai ajudar o país a gerar empregos.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou que, na década de 70, o Brasil era o segundo país na produção de navios, perdendo apenas para o Japão e com um total de 50 mil trabalhadores no setor. Em 2000, o número de operários caiu para 1.900 e, atualmente, voltou a subir para 45 mil.

“Alguns diziam que, nesse mundo globalizado, o Brasil não deveria produzir navio, deveria comprar da Coréia, da China, porque era mais barato. E nós defendíamos a idéia de que era preciso comprar aqui, primeiro para que a gente não perdesse a nossa tecnologia”, disse, ao destacar a geração de empregos sobretudo na indústria siderúrgica.

O nome do navio – João Cândido – foi dado em homenagem ao marinheiro que liderou a Revolta da Chibata em 1895. Segundo Lula, o petroleiro tem duas vezes e meia o tamanho do Maracanã, no Rio de Janeiro. De acordo com o presidente, outros dois navios já foram projetados – Celso Furtado, em homenagem ao economista brasileiro, e Zumbi dos Palmares.

“Temos muito estaleiro. Temos estaleiro no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Rio Grande, no Rio Grande do Sul, estamos fazendo estaleiro na Bahia, no Ceará e vamos fazer estaleiro onde for necessário porque, com isso, o Brasil ganha muito”, disse. “Nós estamos construindo uma poderosa estrutura para termos uma poderosa indústria naval neste país. Nós queremos ser exportadores de sondas, de plataformas e de navios”, completou.

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08/03/2010 - Balança comercial tem superávit de US$ 500 milhões na primeira semana de março

Brasília - O mês de março começou com superávit comercial de US$ 500 milhões, registrado na primeira semana, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Na primeira semana do mês, as exportações totalizaram US$ 3,379 bilhões e as importações, US$ 2,879 bilhões.

De janeiro até a primeira semana de março, o superávit comercial é de US$ 727 milhões, 52% menor do que o saldo observado no mesmo período de 2009 (US$ 1,516 bilhão).

As exportações, no acumulado deste ano até a semana passada, estão em US$ 26,881 bilhões e as importações, em US$ 26,154 bilhões.

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03/02/2010 - BNDES anuncia R$ 1 bi para financiar hotéis até a Copa

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Turismo divulgaram hoje as novas condições para financiamento a hotéis voltadas para a Copa do Mundo, entre elas a destinação inicial de R$ 1 bilhão para o programa, chamado de BNDES ProCopa Turismo. "A gente pode expandir se for necessário", disse o diretor do BNDES Élvio Gaspar.

O valor é pequeno para a demanda do setor, que era de R$ 3 bilhões, afirmou o diretor financeiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alexandre Sampaio de Abreu. De maneira geral, porém, Abreu considerou as condições boas e provenientes de discussões com o setor hoteleiro.

"Estamos lançando no início de 2010 algo que é para 2014. Estimamos que é tempo suficiente para que a maioria dos projetos saia do papel", disse o vice-presidente do BNDES, Armando Mariante.

O governo pretende estimular reformas e construções de hotéis para que sejam mais eficientes do ponto de vista energético e também de outros, como os ligados a água e tratamento de entulho e resíduos. "Temos o desafio de não só dotar os hotéis de mais capacidade, mas de serviços mais modernos", disse o diretor do BNDES. Por isso, além de manter os financiamentos a hotéis sem certificações, criou as categorias de hotel com "eficiência energética" e "sustentável".

Os que tiverem eficiência energética poderão financiar até 80% do investimento em prazos para pagamento de até 15 anos para construção e até 10 anos para reformas. Os que tiverem certificação de sustentabilidade terão prazos de financiamento de até 18 anos para construção e até 12 anos para reformas. "Os prazos antes eram entre seis e oito anos. São de oito anos para hotéis sem certificações", disse Gaspar.

Até 30 de junho deste ano, os investimentos dos hotéis em máquinas e equipamentos podem ser feitos pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tem taxas de juros de 4,5% ao ano. Depois disso, as taxas de juro são de 6,9% para hotéis com sustentabilidade. No caso de hotéis com eficiência energética, a taxa de 6,9% é só para máquinas e equipamentos e os demais itens financiáveis terão taxa de 7,8%. As condições são válidas até dezembro de 2012.

Nas 12 cidades sede de Copa do Mundo, o BNDES receberá diretamente projetos de hotéis de a partir de R$ 3 milhões. Normalmente, o BNDES só trabalha diretamente com projetos a partir de R$ 10 milhões.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto, observou que com o aumento do poder de consumo dos brasileiros, atualmente a demanda nacional já sustenta projetos de investimento em hotéis que antes só se concretizariam pela demanda estrangeira.

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14/01/2010 - Projetos para portos devem atrair US$ 20 bi em investimentos privados, diz ministro

Brasília - Os projetos que o governo está desenvolvendo para melhoria dos principais portos brasileiros deverão favorecer a atração, nos próximos cinco anos, de investimentos privados no setor portuário de até US$ 20 bilhões, segundo estimativa do secretário especial de Portos (SEP), da Presidência da República, ministro Pedro Brito.

Ele afirmou que as obras do Programa Nacional de Dragagem, que permitirão o ancoramento de navios de grande porte, e a desburocratização a partir da implantação, em abril, do Programa Porto Sem Papel vão baratear os custos de frete, com reflexo nos preços dos produtos importados e também dos produtos que serão exportados.

Como a Agência Brasil adiantou ontem (13) vão ser aplicados nos próximos anos cerca de R$ 700 milhões nos portos das sete cidades brasileiras que vão sediar jogos (da Copa do Mundo e das Olimpíadas) nos próximos anos. O objetivo é facilitar o ancoramento de transatlânticos no Rio de Janeiro, em Fortaleza, Salvador, Santos, Recife, Natal e Manaus.

Brito destacou que esses investimentos têm foco nos eventos esportivos que serão realizados no país e inclui logística para recepção de visitantes. As novas instalações vão ainda dar agilidade ao transporte de cargas, com impacto sobre a balança comercial brasileira, disse o ministro.

O Rio de Janeiro deverá receber R$ 300 milhões do total de R$ 700 milhões que serão investidos nas sete cidades portuárias sede dos jogos. As obras vão começar a ser licitadas este ano e todas deverão estar concluídas até 2012. O ministro disse que haverá maior demora na conclusão das obras no Rio de Janeiro, pois serão construídos três novos piers de atracação para grandes navios.

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11/09/2009 - PIB não reflete desempenho da construção, diz Sinduscon

SÃO PAULO - O desempenho da construção civil não está refletido no Produto Interno Bruto (PIB) setorial divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). De acordo com o IBGE, o PIB da construção caiu 9,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado e teve queda de 9,5% no segundo trimestre, na mesma base de comparação. "O IBGE calcula o PIB do setor em função da produção física de materiais. Nossa percepção, principalmente pelo parâmetro de nível de ocupação, mostra que o nível de atividade da construção civil não é negativo", disse o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe.

A última estimativa de crescimento do setor em 2009 divulgada pelo Sinduscon-SP é de 3,5%. Na avaliação da consultora da FGV Projetos, Ana Castelo, a expansão deve ficar em torno de 2% a 2,5%. Trata-se de estimativa preliminar, pois os cálculos para o ano ainda não foram refeitos. Já a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) prevê estabilidade para o segmento de materiais e poderá revisar a projeção para baixo, dependendo dos números de agosto. A expectativa é que, a partir de agosto, as vendas de materiais passem a ser maior do que as do mês equivalente de 2008. O desempenho de agosto pode sinalizar se será possível reverter a queda acumulada no ano, segundo o presidente da Abramat, Melvyn Fox.

No primeiro semestre, embora tenham lançado poucos produtos, as incorporadoras deram prosseguimento às obras dos empreendimentos imobiliários já anunciados. Como não houve descontinuidade das obras, a demanda de materiais por parte das empresas não se retraiu. Já a demanda pelo varejo caiu por conta da redução do consumo das famílias, devido à retração do crédito decorrente da crise financeira internacional e à insegurança em relação ao que poderia ocorrer, conforme a consultora da FGV Projetos. Ana Castelo destacou que, além do mercado imobiliário, o segmento de infraestrutura também manteve a continuidade das atividades. As construções industriais tiveram desaceleração, mas o peso do segmento no setor de construção civil é pequeno, segundo a consultora.

O presidente do Sinduscon-SP ressaltou que, até julho, toda a perda de postos de trabalho na construção em novembro e dezembro do ano passado foi recomposta. Em julho, o nível de emprego da construção civil foi recorde, com 2,216 milhões de trabalhadores, conforme pesquisa mensal realizada pelo Sinduscon-SP e pela FGV Projetos. O recorde anterior havia sido registrado em outubro do ano passado, quando o número de empregados do setor somava 2,194 milhões. Watanabe citou também que o consumo de cimento no primeiro semestre ficou praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano passado, o que reforça que o nível de atividades de construtoras e incorporadoras não foi reduzido.

O programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" impulsionou a retomada da procura por imóveis destinados à baixa renda, enquanto a demanda por parte das classes média e média-alta foi incentivada com a ampliação do limite máximo do valor do imóvel a ser financiado com recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 350 mil para R$ 500 mil. "O governo tem anunciado programas anticíclicos, não só para o setor de construção", disse o presidente do Sinduscon-SP, ressaltando que, diante dos estímulos, as incorporadoras retomaram lançamentos de imóveis. Nos primeiros meses do ano, os esforços de vendas por parte das empresas se concentraram nos estoques prontos e em construção.

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14/08/2009 - A volta do crédito imobiliário

Atingiu R$ 2,975 bilhões, em junho, o volume de empréstimos para a construção e a compra de casa própria com recursos das cadernetas de poupança, superando em 24,6% os financiamentos de maio e em 40% a média mensal de R$ 2,1 bilhões do período janeiro a maio. Com captação líquida de R$ 6,8 bilhões, no primeiro semestre, os agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) ajudaram a construção civil a desovar os estoques acumulados na crise.

A inadimplência - medida por atrasos superiores a três meses - reduziu-se a 2,96%, em junho de 2009, contra 3,07%, em 2008, e 11,2%, em 2003, o pior resultado da década. Comprova-se, assim, a eficiência do regime da alienação fiduciária de bem imóvel, que na maior parte das operações substituiu a hipoteca, oferecendo mais garantia aos credores e estimulando a oferta de crédito.

Os mutuários estão tomando mais recursos: em média, os financiamentos do SBPE corresponderam, em 2009, a 59,9% do valor do imóvel, comparado a 58,6%, em 2008, e a 45,9%, em 2003. Há aí um sinal da confiança na manutenção do emprego e na preservação da renda, mas, além disso, as prestações são menores, pois aumentou o prazo do crédito habitacional, que chega agora a 30 anos, e os juros dos empréstimos estão em queda."O índice de confiança do consumidor voltou a níveis pré-crise ou acima do pré-crise", afirmou o economista-chefe do sindicato da habitação (Secovi), Celso Petrucci.

O crédito abundante deverá estimular, neste semestre, a retomada dos lançamentos, prevista pelo Secovi. No primeiro semestre, as vendas de imóveis novos, na cidade de São Paulo, foram de apenas 14.368 unidades, 25,3% inferiores às do mesmo período do ano passado. A projeção dos técnicos do sindicato foi agora corrigida para mais: em vez de voltar ao nível de 2007, como era previsto, o mais provável será repetir os dados favoráveis de 2008, quando foram vendidos 32 mil imóveis.

Em 2009, o SBPE deverá repetir 2008, quando houve empréstimos de R$ 30 bilhões, que financiaram cerca de 300 mil moradias em todo o País. Entre junho e agosto de 2008, o volume mensal médio de operações foi de R$ 3,36 bilhões. Em agosto, o melhor mês, empréstimos de R$ 3,48 bilhões financiaram 34,7 mil operações. Comparando junho de 2009 com junho de 2008, registra-se queda de 6,78%, mas, entre os primeiros semestres dos dois anos, houve alta de 5,1%.

Somando-se os recursos de cadernetas e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a oferta de crédito, em 2008, foi de R$ 40 bilhões e deverá atingir, neste ano, R$ 45 bilhões, com o aumento do orçamento do Fundo de R$ 10 bilhões para R$ 15 bilhões.

Dos recursos do SBPE, 54% destinaram-se, em 2008, a financiar incorporações e 46% foram para mutuários finais. Mas, no primeiro semestre deste ano, as pessoas físicas tomaram 59% dos recursos. Empresários da construção reclamam da falta de crédito para os lançamentos, enfatizou o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, Rogério Chor.

Mas o setor contará com os recursos das cadernetas e do FGTS e com os créditos subsidiados do Orçamento Federal, estimulando a demanda. O setor da construção civil será impulsionado pelas famílias da classe C, acredita Chor. A classe C, hoje, responde por 15% das compras de imóveis nos lançamentos e deverá responder por 40%, no ano que vem, e por 60%, até 2011. "É a primeira vez que isto acontece na construção civil."

O programa de habitação social do governo está levando as empresas de construção civil a fazer projetos para as famílias de renda baixa ou média baixa. Há mais de mil propostas de empreendimentos para a construção de mais de 200 mil unidades no valor de até R$ 130 mil cada uma, para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Mas ainda faltam terrenos e bons projetos. Além disso, ainda há muitos entraves burocráticos nas áreas federal, estadual e municipal.

De qualquer forma, os prognósticos são favoráveis para a construção civil, que terá importante papel na superação da crise.

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13/07/2009 - Melhora projeção de analistas para o desempenho da economia neste ano

Brasília - Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) melhoraram a projeção para o desempenho da economia neste ano. A projeção para a queda Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços finais produzidos no país, passou de 0,50% para 0,34%. Há quatro semanas, a estimativa de retração era de 0,55%.

As informações constam do boletim Focus, publicação elaborada pelo BC com base em estimativas para os principais indicadores da economia.

No caso da produção industrial, a estimativa passou de queda de 5,37% para 6%. Mas os analistas de mercado mantiveram a projeção de recuperação no próximo ano com crescimento do PIB de 3,5%, a mesma estimativa há 19 semanas, e apostam no aumento da produção industrial de 4,08%, contra 4,03% previstos no boletim anterior.

A relação entre dívida líquida do setor público e PIB subiu de 40,40% para 40,50% neste ano e caiu de 39,19% para para 39,10% no próximo ano.

O dólar deve chegar ao final de 2009 valendo R$ 2 e não mais R$ 1,99 previsto no boletim anterior. Ao final de 2010, a moeda americana deve custar R$ 2, a mesma estimativa há três semanas.

A projeção para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$22 bilhões. Para 2010, a expectativa foi ajustada de US$ 19,5 bilhões para US$ 19 bilhões.

Para o déficit em transações correntes (registro das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi mantida em US$16 bilhões neste ano e em US$ 22 bilhões em 2010.

A estimativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 25 bilhões neste ano. Para 2010, a projeção de entrada desses recursos subiu de US$ 26 bilhões para 26,3 bilhões.

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10/06/2009 - Corte da taxa Selic faz bancos anunciarem novas reduções de juros

Brasília - Logo depois do anúncio da redução da taxa básica de juros de 10,25% para 9,25% ao ano, alguns bancos começaram a divulgar redução em suas taxas de juros cobradas nas operações de empréstimo.

O primeiro a se manifestar foi o Banco do Brasil que informou que a nova tabela de juros entrará em vigor na próxima segunda-feira (15).

O BB anunciou que os beneficiários da Previdência terão taxas a partir de 1,57% ao mês. O financiamento de material de construção terá juros de 1,66% a 2,58% e o crédito consignado em folha de pagamento terá juros a partir de 1,59% para servidores públicos federais do Executivo. Esta última redução só entrará em vigor no dia 1º de julho.

No cheque especial, a taxa máxima vai cair para 7,69% ao mês e a mínima, para 1,25%. No cartão de crédito, a taxa máxima cede para 12,56% ao mês e a mínima vai ser de 2,99%, com redução de 17,6% na taxa mínima.

De acordo com o comunicado do BB, a decisão de hoje dá sequência a uma série de reduções de juros ocorridas nos últimos meses também em relação às operações de crédito de pessoas jurídicas.

O Itaú Unibanco foi outro banco a informar que, em função da redução da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), diminuirá pela quarta vez no ano suas taxas máximas de contratação do crediário e do cheque especial, tanto para pessoa física quanto para empresas. A medida valerá a partir da próxima quarta-feira (17).

A redução será de 0,8 ponto percentual sobre as taxas máximas mensais praticadas atualmente pelo banco privado.

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21/05/2009 - Juros bancários têm quinta queda consecutiva, aponta Procon-SP

São Paulo - Os juros do cheque especial e de empréstimos pessoais caíram pela quinta vez consecutiva, segundo levantamento realizado com dez instituições financeiras, nos dias 5 e 6 de maio, pela Fundação Procon-SP e divulgado hoje (21).

Entre os bancos pesquisados, oito reduziram a taxa cobrada para empréstimo pessoal, com uma queda média de 0,17 ponto percentual. Em abril, a média foi de 5,74% e neste mês ficou em 5,57%. Em relação à taxa de dezembro do ano passado, quando a média era de 6,25%, a diminuição chega a 0,68 ponto percentual.

Para o cheque especial, os juros médios ficaram em 8,89% em maio, ante 9,03% em abril, o que representa uma queda de 0,14 ponto percentual. A redução foi verificada em sete dos dez bancos pesquisados.

O Procon alerta que, apesar da resposta positiva do mercado para as medidas de incentivo à concorrência bancária e da queda da taxa básica de juros (Selic), as taxas cobradas pelos bancos continuam altas. Antes de pedir empréstimo, o consumidor deve avaliar sua capacidade de pagamento e o custo total da operação.

A pesquisa foi feita no Banco do Brasil, Bradesco, na Caixa Econômica Federal, no HSBC, Itaú, na Nossa Caixa, no Real, Safra, Santander e Unibanco.

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18/05/2009 - Anatel vai implantar indicador para medir como consumidor vê qualidade da telefonia fixa

Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai implantar até 2011 um indicador para averiguar a percepção dos usuários de telefonia fixa sobre os serviços prestados pelas empresas de telefonia. A introdução do indicador faz parte da revisão do Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) que é feita a cada cinco anos. O novo indicador foi apresentado hoje (18) durante audiência pública com entidades do setor.

Segundo o gerente de Acompanhamento de Controle da Qualidade, Rui Hiroshi, a Anatel tem hoje apenas indicadores para medir a qualidade operacional. Com a ferramenta a agência pretende criar novas metas para as prestadoras de serviço do ponto de vista do consumidor.

“O resultado dessa percepção vai gerar as metas para o ano seguinte. Se o usuário estiver super satisfeito vamos manter essa situação. Agora, se o usuário reclama muito de alguns aspectos do atendimento, vamos ter novas metas para que o usuário tenha alguma percepção de que aquilo mudou”, explicou.

Os indicadores vão medir a regularidade da prestação do serviço, a eficiência do atendimento, a qualidade da prestação dos serviços, se o usuário percebe a melhoria da infraestrutura da rede telefônica e se o consumidor percebe que a prestadora do serviço oferece tarifas abaixo daquelas autorizadas pela Anatel.

O PGMQ é o plano que regulamenta a gestão da qualidade da prestação dos serviços de telefonia fixa e define parâmetros para as prestadoras de serviço de telefonia fixa.

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23/04/2009 - Para associação, Brasil pode ser segundo maior exportador de tecnologia da informação

Rio de Janeiro - O Brasil subiu da décima posição em 2005, como destino para a terceirização de serviços de tecnologia da informação e de comunicação (TIC), para o quinto lugar em 2007, de acordo com relatório produzido pela consultoria internacional AT Kearney para a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Segundo o presidente da Brasscom, Antonio Gil, o Brasil tem condições de disputar o segundo lugar no ranking mundial com países como México, Rússia, China e Filipinas, ficando atrás apenas da Índia.

O estudo referente a 2008 ainda não foi concluído, mas Gil acredita que o Brasil tenha melhorado de posição. A classificação anual dos países no mercado de TIC leva em consideração fatores como facilidades de fazer negócios, custos, conhecimento e mão-de-obra.

O mercado global de offshore outsourcing, que é a terceirização de serviços de TIC feita fora do país de origem, apresentou faturamento de US$ 1,2 trilhão no ano passado, dos quais US$ 70 bilhões foram serviços exportados. Desse total, o Brasil participou com US$ 1,4 bilhão, o que representou crescimento de 75% em relação ao ano anterior.

Para 2009, Antonio Gil revelou que o objetivo é alcançar exportações de US$ 2 bilhões, “com perspectiva de ser um pouco maior do que isso”. O total exportado mundialmente de serviços e softwares (programas de computador) deverá atingir cerca de US$ 84 bilhões no próximo ano. “Um crescimento de 20%, mesmo pós-crise financeira internacional”, observou.

O estudo mostra que entre 2008 e 2010, a exportação de offshore outsourcing passará de US$ 70 bilhões para cerca de US$ 100 bilhões, com sinais positivos para o Brasil. Partindo do pressuposto de que a Índia continuará detendo 50% desses US$ 30 bilhões adicionais, existirão no mercado US$ 15 bilhões anuais que serão disputados pelos demais países produtores de TIC, entre eles o Brasil, estimou Gil. “Dos quais nós queremos pegar US$ 2 bilhões agora e US$ 3,5 bilhões em 2010”, acrescentou.

Nas próximas duas ou três semanas, o presidente da Brasscom deverá apresentar ao governo federal um novo estudo sobre o setor de infra-estrutura de TIC. Já batizado de Programa de Aceleração do Crescimento da Tecnologia da Informação (PAC da TI), o estudo identifica os gargalos ao crescimento do setor e o que precisa ser feito em áreas como banda larga e redução de impostos.

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Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

15/04/2009 - Meirelles diz que taxa de juros está elevada embora no melhor nível da história

São Paulo e Rio de Janeiro - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse no dia 13 de abril (segunda-feira), que as taxas de juros no Brasil não caíram no mesmo ritmo de outros países durante a atual crise financeira mundial porque a economia brasileira estava crescendo a patamares mais altos.

“A taxa de juros tem hoje o menor índice da história, abaixo de 10% [em termos reais, já descontada a inflação]. É importante que continue assim e que reduza ainda mais para dar ritmo à economia. A taxa de juros ainda está muito elevada, mas está hoje no melhor nível da história do país”, afirmou Meirelles.

A Selic, taxa que norteia os juros usados na economia, está em 11,25% ao ano em termos nominais, a menor desde 2003, conforme decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, na última reunião do dia 11 de março. Na ocasião, a redução foi de 1,5 ponto percentual.

Para Meirelles, as taxas de juros no Brasil têm caido como resultado da estabilização da economia brasileira. "Taxas de juros de mercado, resultado da estabilização da economia brasileira, têm caído de forma importante, nos últimos anos, e agora caiu ao nível histórico”, disse durante o seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial, no Rio de Janeiro.

Ele também admitiu que a redução da atividade econômica, como consequência da crise mundial, também influenciou na queda dos juros, mas reconheceu que em outros períodos de turbulência econômica a taxa de juros não fez o mesmo movimento de queda.

Meirelles disse ainda que “todos estamos no mesmo barco”, referindo-se aos países, e que o ano de 2009 ainda é de incertezas. Presente ao fórum O Impacto da Crise Financeira na Micro, Pequena e Média Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente do BC afirmou que os indicadores mostram que o Brasil sairá da crise mais rápido e mais forte do que os outros países.

Ele ressaltou que o governo vem adotando medidas de combate à crise, de forma continuada. “Não há dúvida de que somente se poderá dizer que isso tudo está funcionando desde que possamos ver, de fato, uma consolidação da recuperação da economia brasileira. O que podemos analisar agora são tendências”.| Por: Flávia Albuquerque e Isabela Vieira /ABr

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Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br

25/03/2009 - PBQP-H Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat

O PBQP-H, Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, é um instrumento do Governo Federal para cumprimento dos compromissos firmados pelo Brasil quando da assinatura da Carta de Istambul (Conferência do Habitat II/1996). A sua meta é organizar o setor da construção civil em torno de duas questões principais: a melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva.

A busca por esses objetivos envolve um conjunto de ações, entre as quais se destacam: avaliação da conformidade de empresas de serviços e obras, melhoria da qualidade de materiais, formação e requalificação de mão-de-obra, normalização técnica, capacitação de laboratórios, avaliação de tecnologias inovadoras, informação ao consumidor e promoção da comunicação entre os setores envolvidos. Dessa forma, espera-se o aumento da competitividade no setor, a melhoria da qualidade de produtos e serviços, a redução de custos e a otimização do uso dos recursos públicos. O objetivo, a longo prazo, é criar um ambiente de isonomia competitiva, que propicie soluções mais baratas e de melhor qualidade para a redução do déficit habitacional no país, atendendo, em especial, a produção habitacional de interesse social.

Mais detalhes:
Fonte: http://www2.cidades.gov.br

03/02/2009 - Ouvidoria da Brasilprev recebe certificado ISO 9001

Certificação vale para canais de atendimento aos colaboradores, clientes e fornecedores
A ouvidoria da Brasilprev Seguros e Previdência conquistou o certificado ISO 9001:2000. A certificação garante a excelência do padrão de qualidade da área nos três canais de atendimento: ouvidoria interna, ouvidoria externa e ouvidoria do fornecedor, voltados, respectivamente, para os colaboradores, clientes e fornecedores da empresa. "Esta conquista é fruto do constante aperfeiçoamento do sistema de gestão da Brasilprev", diz Luciana Galvão, ouvidora da Brasilprev.

"Para um cliente que fica conosco por longo prazo - 20, 30 anos ou mais -, é necessário que ele tenha absoluta segurança na prestação dos nossos serviços. A mesma lógica funciona para nossos colaboradores e fornecedores, que também são atendidos pela ouvidoria", reforça o presidente da Brasilprev, Tarcísio Godoy.

A ISO 9001 é uma norma editada pela Organização Internacional para a Normalização e especifica requisitos para a garantia de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Para que a ouvidoria da Brasilprev recebesse o certificado de qualidade nacional e internacional, precisou demonstrar em auditorias internas e externas que realmente busca satisfazer todos que se relacionam com a área, que realiza melhoria constante nos processos, possui infra-estrutura e ambiente adequado, bem como proporciona o desenvolvimento contínuo dos colaboradores.

De acordo com Godoy, essa conquista representa um canal não só de qualidade, mas de confiabilidade assegurada por rigorosos padrões de processos internos. "A certificação ISO 9001:2000, além de transmitir que temos um sistema de gestão de qualidade internacionalmente reconhecido, contribui para assegurar a confiabilidade dos nossos serviços e fortalecer a preocupação da Brasilprev com o estabelecimento de relações éticas e transparentes com todos os seus stakeholders", finaliza.

Fonte: http://www.clientesa.com.br

21/01/2009 - Orientações para a seleção e contratação de SERVIÇOS DE CERTIFICAÇÃO

São relacionadas abaixo algumas sugestões que devem ser observadas pela Organização para a certificação de seu sistema de gestão da qualidade, quanto a escolha do Organismo de Certificação.

Orienta-se que, quando do processo de seleção e contratação, a Organização defina ações para identificação de potenciais conflitos de interesse.

a) O Organismo de Certificação deverá:

- Demonstrar ao potencial cliente que ele é acreditado pelo Inmetro, organismo de acreditação signatário do acordo de reconhecimento mútuo (MLA) do International Accreditation Forum – IAF , e que atende, portanto, às normas e regulamentos, que lhe permitam auditar e conceder certificações (acreditadas) de sistema de gestão da qualidade com base na norma ABNT NBR ISO 9001:2000;

- Demonstrar a competência de seus auditores, os quais devem atender aos requisitos mínimos de qualificação estabelecidos no âmbito do SBAC. Uma lista de auditores registrados e o Código de Ética de Auditores, podem ser acessados através do site: www.cic.org.br;

- Comprovar a competência dos seus auditores, os quais devem ser qualificados através de competência técnica, treinamentos específicos e experiência;

- Demonstrar que cumpre os critérios estabelecidos pelo IAF – International Accreditation Forum, quanto ao dimensionamento da quantidade de dias das auditorias e quanto à qualificação dos auditores em relação ao escopo da certificação, disponibilizando e explicando, formalmente, o documento do IAF ao cliente para que possa esclarecer suas dúvidas quanto as propostas apresentadas.

b) A Organização contratante deverá:

- Evitar selecionar e contratar seu organismo de certificação acreditado somente com base no menor preço. Analise, com cuidado, o teor de sua proposta e o histórico de certificações realizadas;

- Analisar com cuidado, nas propostas comerciais apresentadas pelos Organismos de Certificação, se o número de homens-dias propostos para a realização dos serviços está compatível com o volume e a complexidade do serviço a executar.
Desconfie de propostas que apresentem o número de homens-dias muito diferente das outras propostas.

- Exigir da proponente (Organismo de Certificação) uma proposta contemplando pelo menos:

- objetivos dos serviços a serem prestados;
- escopo dos serviços a serem fornecidos;
- (abrangência) escopo dos processos, núcleos organizacionais, áreas da empresa, etc., que serão objeto de avaliação e certificação;
- recursos envolvidos;
- evidência formalizada de cumprimento dos critérios do IAF relativos ao dimensionamento dos escopos auditados, em forma de uma memória de cálculo
- plano de trabalho;
- preço;
- forma de pagamento

- Dar preferência a obter o certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC;
Nota: Como a certificação com base na ABNT NBR ISO 9001:2000 é voluntária, ela pode dar-se fora ou dentro do SBAC – Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade. Quando pertecendo ao SBAC, o Organismo de Certificação tem,
necessariamente, que ser acreditado pelo Inmetro, que supervisiona e monitora a qualidade dos serviços prestados.

- Dar preferência à escolha de certificadora que use auditores registrados no Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade – SBAC. Isso significa que ele foi submetido a uma avaliação de terceira parte.
Consulta sobre Auditores Registrados: www.cic.org.br - clicar em RAC.

Para maiores informações sobre os Organismos de Certificação, acesse a Base de Dados do ABNT/CB-25 nos endereços abaixo. Nessa Base encontrará a relação de todos
os Organismos de Certificação, os acreditados e os que não são acreditados pelo Inmetro,
http://www.abntcb25.com.br/cert9000.html, escolha a língua que deseja consultar e click em: Organismos de certificação

Caso deseje verificar a relação dos Organismos de Certificação acreditados pelo Inmetro, acesse:
http://www.inmetro.gov.br

Fonte: http://www.inmetro.gov.br/

08/01/2009 - Normas da ISO ganham novo formato

No final de dezembro entra em vigor no Brasil a nova versão da norma mundial ISO 9001, que visa mais competitividade em um mercado globalizado.

São Paulo– Com a validação no país da norma ISO 9001:2008, no dia 28 de dezembro, muitas empresas se perguntam: porque seguir as normas ISO? Para ter essa resposta é necessário entender no que consiste essa certificação e os benefícios que ela proporciona.

Ao contrário do que muitos pensam a ISO não é uma sigla, é o termo originado da palavra grega isos que significa igualdade e representa a Organização Internacional de Normalização, que surgiu depois da Segunda Guerra e representa a maior rede não-governamental de normalização em âmbito global. O seu objetivo inicial, e que ainda está em vigência nos dias de hoje, era o de criar normas que se tornassem padrão para todos os países que possuem representantes na entidade. O Brasil está ligado a ISO desde a sua criação, em 1947, e é representado na entidade pela ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas).

A família 9000 de normas procura assegurar qualidade para o cliente por meio da implementação nas organizações dos Sistemas de Gestão da Qualidade que consiste no gerenciamento de todos os processos da organização. O modelo de gestão ainda apresenta requisitos para a direção da empresa e o desenvolvimento de mecanismos que assegurem que os resultados que serão obtidos pelos produtos ou serviços da empresa atendam as expectativas dos clientes.

“As normas de sistemas de gestão desenvolvidas pela ISO procuram contribuir para que as pessoas de uma organização façam o que se espera que façam” afirma Rogério Campos Meira, Diretor Executivo da ATSG - Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão, empresa especializada no desenvolvimento de pessoas e organizações. Rogério comenta ainda que “é necessário que os gestores tenham uma ampla visão dos benefícios da norma, para que seja incentivada a busca pela melhoria contínua dos processos existentes dentro da organização”. A nova reformulação da norma 9001 traz principalmente mudanças para que o entendimento do texto seja mais claro e objetivo.

A nova edição da norma foi publicada pela ISO no dia 15 de novembro e foi determinado pelo IAF (International Accreditation Forum) que após um ano da publicação da norma ISO 9001:2008 todos os certificados emitidos devem estar de acordo com a última versão e, que, depois de dois anos, nenhum certificado ISO 9001:2000 permanecerá válido.

Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br

AOS NOSSOS PARCEIROS E AMIGOS

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações

Por PRIMAZIA

 

06/11/2008 - Certificação ISO 9000 auxilia na qualificação das empresas

Há mais de 770 mil companhias certificadas pela ISO 9001:2000 em 161 países. Entretanto, não existe um consenso de que as práticas de gestão da qualidade contribuem positivamente para o desempenho financeiro de uma companhia. O trabalho realizado por Francisco Starke, professor da Trevisan Escola de Negócios, intitulado “O impacto de longo prazo da certificação ISO 9000 no desempenho financeiro: um estudo com dados em painel das companhias abertas brasileiras no período 1995-2006”, utilizou uma amostra com 207 companhias abertas brasileiras durante os anos de 1995 a 2006.

A pesquisa buscou sedimentar um conjunto de conceitos que, praticados nas companhias, levam a um melhor desempenho financeiro. Os principais resultados deste trabalho apresentam para uma relação positiva entre a certificação ISO 9000 e o desempenho financeiro das companhias abertas brasileiras no período analisado. “Esses resultados não estão isentos de crítica. Ao contrário, espera-se que esta certificação pode ser um sinalizador para obtenção de crédito junto a fontes de financiamento”.

A qualidade bem gerenciada promove maior produtividade e, conseqüentemente, maior lucratividade. “Sinalizar corretamente ao mercado proporciona melhores vendas, desde que os produtos tenham qualidade não duvidosa. Assim, cria-se reputação e mais vendas.” O professor ainda comenta que o resultado disso é maior retorno sobre os ativos e as vendas, criando riquezas para os acionistas e satisfação para os consumidores.

Os resultados da pesquisa indicaram que acionistas e gestores podem optar pela certificação como mecanismo de sinalização, aumento da reputação e das vendas, diminuição dos custos dos serviços vendidos, melhoria dos retornos sobre ativos e sobre as vendas. Portanto, uma companhia aberta poderá estabelecer políticas de investimento apropriadas para manejar as variáveis de controle.

Starke recebeu o prêmio Claude Machline, como Best Paper do SIMPOI 2008 (Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais), com o trabalho sobre a certificação ISO 9000. Este evento é realizado pelo Departamento de Administração da Produção da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

Por Pollyanna Melo

Fonte: http://www.administradores.com.br

06/11/2008 - Preços gerais da economia avançam 1,09% em outubro

Brasília - O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou em outubro e fechou o mês com alta de 1,09%. O resultado superou o verificado em setembro, quando a Fundação Getulio Vargas (FGV) apurou elevação de 0,36%. Os dados divulgados hoje (6) apontam que o movimento foi influenciado pela alta em dois dos três índices que compõem o IGP-DI.

O Índice de Preços por Atacado (IPA), que tem peso de 60% na formação do índice global, registrou elevação de 1,36% no período. Em setembro, a taxa havia alcançado 0,44%. A principal contribuição para o resultado de outubro veio dos alimentos processados, cuja taxa passou de 0,24% para 2,12%; e de materiais e componentes para a manufatura (de 0,72% para 1,54%); minério de ferro (de 5,02% para 16,11%), leite in natura (de -10,34% para -4,97%) e bovinos (de -1,03% para -0,01%).

Embora em ritmo menos intenso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% da composição do IGP-DI, também apresentou aceleração e fechou o mês com variação de 0,47%, depois de deflação de 0,09% em setembro. Cinco das sete classes de despesas apresentaram acréscimos em suas taxas. A maior contribuição para a aceleração do índice partiu dos alimentos (de -0,97% para 0,83%), puxados pelos avanços registrados nos preços de hortaliças e legumes (de -7,88% para -2,13%), carnes bovinas (de 0,71% para 3,97%), laticínios (de -3,22% para -0,21%) e arroz e feijão (de -2,88% para 3,17%).

O mesmo movimento foi observado em habitação (de 0,24% para 0,42%), saúde e cuidados pessoais (de 0,19% para 0,42%), vestuário (de 0,58% para 0,88%) e educação, leitura e recreação (de 0,11% para 0,17%). Apenas despesas diversas (de 1,02% para -0,14%) e transportes (de 0,10% para 0,08%) recuaram de um mês para o outro.

Terceiro e último componente do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi o único a recuar no período. Em outubro, o INCC ficou em 0,77%, abaixo do resultado de setembro (0,95%). Houve desaceleração em materiais (de 1,78% para 1,47%) e mão-de-obra (de 0,27% para 0,12%). Já os serviços avançaram de 0,23% para 0,64%. O INCC tem peso de 10% na formação da taxa.

A FGV calculou o IGP-DI com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 de outubro.

Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

29/10/2008 - Copom define hoje taxa básica de juros da economia

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (29) a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está 13,75%. Essa taxa remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e é usada pelo BC como instrumento de controle da inflação.

Quanto mais alta a Selic, mais caro fica o crédito, o que desestimula o consumo de bens e serviços. Por conseqüência, os preços são reduzidos. Quanto a Selic é alta, os bancos preferem comprar títulos do governo, remunerados pela Selic, do que emprestar aos consumidores.

Entretanto, nesta reunião o Copom analisa perspectivas e trajetória de inflação, além dos efeitos do agravamento da crise financeira internacional, que tem restringido o crédito no país.

A situação levou o governo a adotar várias medidas para aumentar os recursos disponíveis na economia. Com isso, analistas argumentam que o BC não deveria usar a mesma estratégia de elevação da Selic, como fez em reuniões anteriores do colegiado.

Há também o argumento de que vários bancos centrais no mundo reduziram os juros básicos em função da crise financeira internacional. Hoje, o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) também anuncia sua nova taxa de juros.

No início deste ano, a Selic estava em 11,25%, permaneceu assim em março, subiu para 11,75% em abril, e na reuniões seguintes do Copom também foi elevada: 12,25% em junho, 13% em julho e 13,75% em setembro. A reunião de hoje é a penúltima prevista do ano. A última reunião do ano está marcada para dezembro.

A taxa de juros fixada pelo Copom é a meta para a Selic e normalmente vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do comitê. No entanto, pode ser definido o chamado viés, que permite ao presidente do BC alterar a taxa a qualquer momento entre as reuniões. A última vez que isso aconteceu foi em março de 2003, quando foi estabelecido o viés de alta, ou seja, o presidente do BC podia elevar a Selic.

No primeiro dia de reunião, ontem, os chefes de departamento e o gerente-executivo do BC apresentam uma análise da economia brasileira e internacional, o que inclui o acompanhamento de preços e possíveis pressões inflacionárias.

Hoje, quando será definida a Selic, participam apenas os diretores e o chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), sem direito a voto. Depois de exposições, há uma votação, com busca de consenso. A ata da reunião é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte, às 8h30.

Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

28/10/2008 - Crise financeira não pode prejudicar ações de preservação ambiental, diz pesquisador

Brasília - Além dos governantes, os efeitos da crise financeira mundial preocupam também os especialistas em mudanças climáticas. De passagem pelo Brasil, o pesquisador Martin Parry, um dos coordenadores do 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), alertou que os países não podem interromper as ações para reduzir o impacto das mudanças climáticas para apenas em resolver a crise financeira .

“Não temos oportunidade de resolver, primeiro, a crise e depois voltar a pensar sobre o meio ambiente. Não temos tempo. Temos que fazer os dois juntos. Isso é inconveniente”, disse Parry, após apresentar dados do quarto relatório do IPCC, das Nações Unidas, a um grupo integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. O relatório foi lançado no início do ano passado.

Parry criticou os governantes mundiais por ainda não terem adotado medidas severas para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa – como o gás carbônico -, principais causadores do aquecimento global. Segundo o pesquisador, os líderes ainda não se deram conta da gravidade dos impactos das mudanças climáticas. Ele defende que 2015 é o prazo máximo para as reduções de gás carbônico começarem a cair.

O pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também teme que os governos deixem de lado o combate ao aquecimento do planeta para cuidar da crise econômica.

“Se houver uma recessão e o consumo de petróleo, energia elétrica, carvão diminuir, a taxa de crescimento diminuir, isso pode dar uma falsa sensação de que é possível postergar essas medidas mais drásticas”, afirmou.

Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

12/09/2008 - Diário Oficial traz elevação da taxa Selic para 13,75%

Brasília - Está na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União o reajuste da meta da taxa básica de juros (Selic). O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar para 13,75% a taxa durante reunião encerrada na quarta-feira (10).

De acordo com o Comunicado n.º 17.373 da Diretoria de Política Monetária do Ministério da Fazenda, “o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 13,75% ao ano, por cinco votos a favor e três pela elevação da taxa Selic em 0,50 pontos percentuais, com vistas a promover a convergência da inflação para a trajetória de metas."

Ainda segundo o texto, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, no dia 28 de outubro, para as apresentações técnicas, e no dia seguinte, para deliberar sobre as diretrizes de política monetária.

Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

27/08/2008 - São Paulo sedia feira de segurança e proteção no trabalho

São Paulo - A 17ª Feira Internacional de Segurança e Proteção (Fisp) começa hoje (27) em São Paulo, com a participação de mais de 400 empresas brasileiras e de países como Estados Unidos, Espanha, Argentina, Chile, Venezuela, Alemanha e China. Mais de 50 mil pessoas devem visitar o evento, que será realizada até sexta-feira (29), no Centro de Exposições Imigrantes.

Durante a feira, considerada a maior do segmento na América Latina, serão apresentados novos equipamentos e serviços voltados à prevenção de acidentes e doenças no trabalho. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2007, as despesas com auxílio-doença acidentário e aposentadoria especial por insalubridade chegaram a R$ 10,7 bilhões.


Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

06/08/2008 - Indústria cresce no primeiro semestre nas 14 áreas pesquisadas pelo IBGE

Brasília - A atividade industrial cresceu 6,3% no primeiro semestre em todas as regiões investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sete das 14 áreas, a expansão verificada ficou acima da média nacional. Na passagem de maio para junho, houve crescimento em dez dos 14 locais.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal divulgada hoje (6), no fechamento do semestre os destaques foram Espírito Santo (16,1%), impulsionado pelo desempenho do setor extrativo (20,5%), Paraná (11,3%), que apresentou expansão em 11 ramos, sobretudo veículos automotores (33,9%) e Goiás (11,1%), com destaque para os setores de alimentos e bebidas (13,8%) e de indústria extrativa (14,1%).

Em seguida, vieram São Paulo (9,8%), Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%). O documento destaca que na maioria desses locais "confirma-se o padrão de crescimento observado para o total da indústria brasileira ao longo de 2008, uma vez que suas estruturas industriais têm forte presença de setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da elevada produção de commodities exportadoras".

As outras localidades pesquisadas pelo instituto que também apresentaram expansão, com menor intensidade, no entanto, foram: Pará (6,1%), Nordeste e Bahia (ambos com 4,6%), Rio Grande do Sul (4,4%), Ceará (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%) e Santa Catarina (1,3%).

Na passagem de um mês para o outro, o levantamento revela que as maiores elevações do setor se registraram no Rio Grande do Sul (6,5%) e no Ceará (5,7%). As duas áreas tiveram avanço depois de duas quedas consecutivas, que haviam acumulado 5,8% e 10,3%, respectivamente. Goiás (4,0%) e São Paulo (2,8%) foram os outros locais que avançaram acima da média nacional (2,7%). Entre as quatro áreas que registraram queda na produção, as maiores perdas ficaram com Bahia e Espírito Santo, ambos com recuo de 2,9% entre maio e junho.

O levantamento do IBGE mostra que a produção industrial recuou 0,6% na Região Nordeste entre os meses de maio e junho, mantendo a trajetória descendente observada desde março. Naquele período, o setor acumulou perda de 3,8%. Em seis meses, no entanto, a indústria acumula alta de 4,6% na região, com avanço em oito das 14 atividades pesquisadas.

Os setores que mais se destacaram foram alimentos e bebidas (8,4%), celulose e papel (26,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (7,6%). Em sentido contrário, a maior pressão negativa veio de têxtil (-4,2%), devido à diminuição na produção, principalmente, de tecidos de malha e roupas de banho.

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

16/07/2008 - 31ª Reunião do Comitê da ISO/REMCO

Este Comitê é responsável pela elaboração e revisão dos Guias da ISO Relacionados a Materias de Referência, que são elementos chave para assegurar a rastreabilidade metrológica de laboratórios e diversas áreas, principalmente nas áreas Química e Biológica.

A reunião foi coordenada pelo Adriaan van der Veen, do NMi da Holanda, com a participação do secretário da ISO, Stéphane Sauvage, além de representantes de diferentes países como Bélgica, Brasil, Estados Unidos da América, Espanha, China, França, Alemanha, África do Sul, México, Coréia, Reino Unido, Japão, Eslováquia, e organizações como o BIPM, a ILAC, a International Association of Geoanalystis e a European Directorate for the Quality of Medicines. A representante brasileira na reunião, foi a Renata Borges - ABNT e Inmetro.

A aprovação de várias resoluções relevantes para o desenvolvimento desta área de conhecimento garantiram o êxito do encontro.

A próxima Reunião do Comitê da ISO/REMCO será em 2009, em Oxford, Inglatera.

Fonte: http://www.inmetro.gov.br

14/07/2008 - Projeção de analistas para inflação neste ano chega a 6,48%

Brasília - A projeção de analistas de mercado para a inflação oficial em 2008, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chegou a 6,48%, apenas 0,02 ponto percentual abaixo do limite da meta para o ano que é de 6,5%. Essa é a 16ª elevação consecutiva da estimativa que consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em pesquisa feita com analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia.

O centro da meta de inflação para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para 2009, que tem a mesma meta, a estimativa dos analistas passou de 4,91% para 5%.

O IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi escolhido pelo governo como índice das metas de inflação. O cálculo desse indicador considera os gastos de famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos. O regime de metas é adotado no Brasil desde 1999, quando o país aderiu ao câmbio flutuante e acabou com a taxa de câmbio fixa.

Em São Paulo, a expectativa dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), subiu de 6,33% para 6,51%, em 2008. Para o próximo ano, a estimativa se manteve 4,50%.

No mercado atacadista, os analistas estimaram o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 11,66%, ante os 11,41% da semana passada. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa passou de 11,25% para 11,92%, neste ano.

Para 2009, a projeção passou de 5,24% para 5,50%, no caso do IGP-M, e de 5,30% para 5,25 %, para o IGP-DI. A estimativa para preços administrados foi mantida em 3,80%, em 2008, e em 5%, em 2009.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

03/07/2008 - Workshop no Rio debaterá os conteúdos da ISO 26000

Evento, coordenado pela Petrobras e ABNT, será realizado nesta quinta e sexta-feira, no Hotel Glória, a partir das 8h30.

O conteúdo da norma ISO 26000 estará em debate nesta quinta e sexta-feira (3 e 4 de julho de 2008), no Workshop Regional de Responsabilidade Social ISO/Petrobras/ABNT, que será realizado no Hotel Glória (Rua do Russel, 632, Glória). A norma ISO 26000 tem previsão de lançamento em 2010 e seu objetivo é normatizar a aplicação dos indicadores de responsabilidade social, já amplamente difundidos.

O Brasil, representado pela ABNT, lidera, junto com a Suécia, o grupo de trabalho mundial de elaboração da ISO 26000. Os dois países foram escolhidos para conduzir o processo em função das boas práticas de cidadania e responsabilidade social de seus governos e empresas - segundo o critério de os líderes serem um país desenvolvido e outro em desenvolvimento.

Esse grupo de trabalho é composto por 320 especialistas de 54 países, distribuídos pelos segmentos indústria, consumidores, governo, trabalhadores e sociedade civil (organizações não-governamentais). A Petrobras é a representante da indústria na delegação brasileira.

Workshop Regional de Responsabilidade Social ISO/Petrobras/ABNT, dia 3 e 4 de julho de 2008 (quinta e sexta-feira), a partir das 8h30, Hotel Glória, Rua do Russel, 632 - Glória - Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br

26/06/2008 - Ipea avalia que investimento pode ampliar capacidade produtiva e frear inflação

Rio de Janeiro - O crescimento do índice que mede o nível de investimento no país - a Formação Bruta de Capital Fixo - acima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pode ampliar a capacidade produtiva do país e atacar a inflação. A avaliação é do coordenador do grupo de Análise e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Miguel Bruno.

"Não se trata de aplicações financeiras. Temos a locação do capital em máquinas, equipamentos e infra-estrutura, uma dinâmica capaz de ampliar a capacidade produtiva instalada e responder às pressões da demanda, atacando a inflação pelo lado pela oferta", disse.

Bruno analisou hoje a Carta de Conjuntura divulgada pelo Ipea nesta manhã. O documento destaca que os investimentos diretos mantêm o país em um nível de crescimento econômico de qualidade. "Há muito tempo não tínhamos essa
configuração favorável", acrescentou.

Embora a Formação Bruta de Capital Fixo tenha desacelerado na comparação com o ano anterior (15,2%), a taxa representa o 12º resultado trimestral consecutivo acima do PIB, a soma das riquezas produzidas no país.

Com isso, apesar dos dois últimos reajustes da taxa básica de juros, a Selic, o documento avalia que "as perspectivas de evolução do investimento no decorrer do ano continuam positivas" e destaca o aumento da produtividade como fator relevante para o crescimento.

"Nos últimos 12 meses, houve aumento de 1% no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUci) e aumento expressivo de 3,17% da produtividade."

Nos primeiros três meses de 2008, a indústria teve o melhor desempenho entre os setores produtivos, em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques foram a indústria de transformação (7,3%) e a construção civil (8,8%).

"A melhora continuada das condições de emprego e renda, junto com a expansão do crédito imobiliário, têm propiciado o crescimento da construção civil, assim como o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e projetos ligados à infra-estrutura", diz a carta.

 

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

17/06/2008 - Ex-presidente do Banco Central sugere que BNDES estreite parceria com o setor privado

Rio de Janeiro - O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga concordou com a proposição feita hoje (17) pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto de que o Estado brasileiro deve ter uma participação significativa como indutor do desenvolvimento do país. Fraga afirmou, durante seminário comemorativo aos 56 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, que a instituição deve desempenhar o papel de alavancador do crescimento de longo prazo, “em um ambiente em que o mercado ainda não é capaz de suprir as necessidades”.

Fraga destacou que a manutenção de um ambiente macroeconômico estável e previsível é fundamental para superar eventuais crises. “Cabe ao Estado oferecer regras do jogo razoáveis e estáveis. Essa é a base do empreendimento audacioso, de grande escala e de prazo mais longo”, indicou.

De acordo com ele, o Brasil vem acertando nos últimos anos e os fundamentos macroeconômicos vêm sendo reforçados aos poucos, o que contribui para alongar os horizontes da economia brasileira e para a ampliação dos investimentos. Sinalizou, contudo, que devem ser feitos mais investimentos em duas áreas prioritárias: infra-estrutura e educação. Nelas, segundo ele, “há enormes carências, qu limitam o nosso potencial de crescimento, que é enorme”.

Fraga avaliou que mesmo com o aumento da taxa de investimentos de 14% para 17% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, o que se observa é que ainda não houve o avanço preciso. Nas décadas de 60 e 70, lembrou, o Brasil investia 5% do PIB em infra-estrutura. Hoje, o investimento nessa área representa algo como 2% do PIB. “Hoje, acho que as carências recomendariam que nós tratássemos de criar condições para que o investimento em geral aumentasse, mas, em particular, em infra-estrutura”.

O ex-presidente do Banco Central argumentou que se o governo conseguir limitar o crescimento do gasto público, que hoje já chega a cerca de 40% do PIB, a taxa de juros poderia cair a níveis parecidos com os do México, cuja taxa de juros real é de 10% ao ano e as taxas nominais são de um dígito. Analisou que passado o atual ciclo de pressão inflacionária, as taxas de juros deverão voltar a cair no Brasil “e penso que nós vamos chegar a 4% e até menos, em um horizonte não muito distante”.

O problema é o que fazer até lá, diante do ciclo de investimento que necessita ser preservado e estimulado, sinalizou. Para isso, salientou a necessidade de redução de incertezas de natureza regulatória. Disse que os mecanismos de financiamento do setor imobiliário, iniciados há cerca de uma década, começam hoje a funcionar. E isso poderia acontecer em muitas outras áreas.

Com esse objetivo, sublinhou que deve se continuar perseguindo uma queda nos spreads (taxas de remuneração) bancários em geral; insistir na reforma da Previdência, que considerou importante para o futuro fiscal do país; e criar uma poupança com horizonte mais longo.

Em relação ao BNDES, frisou que a instituição tem todas as condições para enfrentar as demandas do novo ciclo de investimentos, redefinindo suas prioridades e trabalhando em parceria com o mercado privado. Fraga apontou que o BNDES deve ser cada vez mais um agente complementar às demais fontes de financiamento e sugeriu que é hora de o banco repensar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que pratica em suas operações, porque considera que ela introduz “algum risco e incerteza”.

Para o ex-presidente do Banco Central, o BNDES deve insistir no co-financiamento privado em todos os projetos. “Eu recomendaria isso”. Indicou ainda o caminho da terceirização e mecanismos de leilão nesse momento de escassez de crédito e de crescimento da demanda por financiamento.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

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29/05/2008 - O que é qualidade ?

Qualidade é a totalidade dos requisitos para que um produto ou serviço atenda a um requisito especificado.

Cada segmento tem seus requisitos específicos, como:

Segurança
Pontualidade
• Agilidade
• Atendimento
• Cordialidade

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27/05/2008 - Petrobras começa a oferecer às montadoras diesel menos poluente

Rio de Janeiro - A Petrobras informou hoje (27) que dará início à distribuição para os fabricantes de veículos movidos a óleo diesel do insumo com 50 ppm (partícula por milhões de enxofre), que desta forma entra em sua fase de teste nas montadoras.

Em nota, a empresa informa que o combustível atende às especificações da portaria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de número 32/2007.

A portaria estabelece as especificações do diesel 50 ppm para os testes de desenvolvimento de motores.

A nota informa ainda que, a partir de junho, a companhia passará a fornecer o diesel de referência para que sejam feitos os testes de consumo e emissões.

A iniciativa visa permitir que as montadoras possam utilizar o combustível no desenvolvimento de motores para atendimento à fase P-6 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve.

A Petrobras participa do Proconve desde o seu início, em 1986 e, desde então, em cumprimento às exigências legais estabelecidas, vem reduzindo gradativamente o percentual de enxofre no diesel comercializado no país.

No início da década de 90, o teor de enxofre no diesel comercializado no país era de 13.000 ppm. Hoje, a empresa já disponibiliza o diesel metropolitana com 500 ppm.

Segundo entrevista recente do diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, até 2009 a Petrobras já estará fornecendo o diesel 50 ppm de enxofre para ser utilizado nos veículos pesados em circulação no país.

De acordo com as informações do diretor, para se adaptar às novas especificações fixadas pela portaria da ANP, os veículos passarão a adotar uma nova tecnologia, adequando-se, dessa forma, às exigências determinadas à ANP pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

As informações de Costa indicam ainda que a Petrobras, com o objetivo de melhorar a qualidade do diesel comercializado no país, investirá até 2012 R$ 9 bilhões em unidades de hidrotratamento de diesel.

Atualmente, cabe ao Conama estabelecer os limites de emissões a serem atendidos pelos veículos leves e pesados – o que ficou estabelecido em 2002 com a Resolução Conama número 315. Ela, no entanto, não define a qualidade dos combustíveis, o que é uma atribuição da ANP – o que foi feito em 2007.

Informações da Petrobras indicam que a tecnologia para atendimento da fase P-6 do Programa de Controle de Poluição, resultado da resolução da ANP, deverá utilizar um sistema de pós-tratamento de gases de escapamento, à base de uréia, que na Europa utiliza um diesel com teor de 50 ppm.

Nielmar de Oliveira
Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

24/05/2008 - Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano, afirma diretor

Brasília - Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a licença para trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de Estudos Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET, aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.

Para Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permite o uso do PET reciclado para produzir embalagens de alimentos provavelmente irá aumentar a reciclagem desse material. “A probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto”, explicou Bunchast.

Ele considera a medida “positiva do ponto de vista ambiental e positiva do ponto de vista da geração de trabalho e renda”. Porque não só “poupa recursos naturais, mas se torna um negócio viável para cooperativas de catadores de materiais recicláveis”.

Bunchast apontou ainda a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a co-responsabilização dos produtores dos materiais na coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo o caso das embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e os copos descartáveis, que não são reciclados devido aos altos custos para o reaproveitamento.

“Não se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na natureza depois”, ressaltou.

Uma das empresas que pretende reciclar plástico PET para embalar alimentos, a Bahia PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento aprovado na Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira, explicou que a técnica de reciclagem usada pela empresa começa com uma lavagem química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C, para então ser filtrado.

De acordo com o diretor, ao final do processo, o material está “tão descontaminado quanto o material virgem”. Uma garrafa PET de plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de matéria-prima.

Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

21/05/2008 - O que é OHSAS 18001 ?

É um Sistema de Gestão, assim como a ISO 9000 e ISO 14000, porém com o foco voltado para a saúde e segurança ocupacional. Sua implantação retrata a preocupação da empresa com a integridade física de seus colaboradores e parceiros.

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19/05/2008 - Projeção de analistas para crescimento da economia é de 4,69%

Brasília - Os analistas de mercado aumentaram a projeção para o crescimento da economia de 4,66% para 4,69%, neste ano. Segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central com base em pesquisa feita com especialistas sobre os principais indicadores econômicos, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, entretanto, foi mantida em 4%.

De acordo com o boletim, também foi alterada a expectativa para o investimento estrangeiro direto de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões. Para 2009, foi mantida projeção de US$ 30 bilhões.

A estimativa de saldo da balança comercial (exportações menos importações) caiu de US$ 25 bilhões para US$ 24,20 bilhões. Para 2009, a expectativa também caiu de US$ 16 bilhões para US$ 15 bilhões. Quanto à cotação do dólar ao final de 2008, a estimativa passou de R$ 1,72 para R$ 1,70.

A projeção para o déficit em conta corrente, que envolve todas as transações do Brasil com o exterior, subiu de US$ 19,80 bilhões para US$ 20 bilhões, em 2008, e de US$ 25,85 bilhões para U$S 28,65 bilhões no ano que vem.

Para a taxa básica de juros, a Selic, os analistas mantiveram a projeção em 13,25%, ao final deste ano e elevaram de 11,25% para 12%, ao fim de 2009.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

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15/05/2008 - Demanda aquecida eleva projeções para o setor siderúrgico neste ano

Rio de Janeiro - O forte aquecimento da demanda por aço no Brasil fez o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) revisar para cima a projeção de consumo do produto para este ano. Segundo a entidade, a previsão de crescimento do consumo aparente de aço em 2008 passou de 10% para 13,7%. O consumo aparente engloba as vendas internas e as importações.

O aumento da produção de aço para este ano, no entanto, foi mantido em 11,% sobre os 37,6 milhões de toneladas apuradas em 2007. Somente no primeiro trimestre deste ano houve aumento de 22,5% das vendas internas e de 8,1% da produção em relação ao mesmo período de 2007.

De acordo com o vice-presidente executivo do IBS, Marco Pólo de Mello Lopes, esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores de de construção civil, bens-de-capital e automotivo.

O consumo de aço por habitante no Brasil subiu de 110,3 quilos por habitante em 2006 para 129,3 quilos por habitante em 2007. Esse nível, no entanto, está abaixo do registrado em países desenvolvidos, como Espanha, onde consumo per capita de aço é de 696 quilos por ano, e Coréia do Sul, onde esse valor é de 1.050 quilos.

O Instituto Internacional do Ferro e do Aço (IISA) estima que o consumo aparente de aço atingirá este ano no mundo 1,28 bilhão de toneladas, 6,7% a mais que no ano passado. Para 2009, a previsão é que o consumo mundial de aço totalize 1,36 bilhão de toneladas, aumento de 6,3% sobre 2008.

A entidade apresentou um estudo com projeções para o consumo de aço no país a médio prazo. Tomando por base a projeção de crescimento econômico de 4% ao ano, o consumo aparente de produtos siderúrgicos brasileiros atingirá 40 milhões de toneladas em 2015, o que indica consumo de 213 quilos anuais por habitante.

Se for levada em conta a estimativa da Formação Bruta de Capital Fixo (indicador que mede a taxa de investimento) em 21,5% do Produto Interno Bruto, o consumo aparente de aço em 2015 será de 43,3 milhões de toneladas.

Para o IBS, no entanto, não há risco de desabastecimento porque a capacidade do setor deverá dobrar até 2015, passando dos atuais 41 milhões para 80,6 milhões de toneladas nos próximos sete anos. “Estamos falando de uma nova capacidade instalada do parque existente com os novos entrantes, no curto prazo, ou seja, até 2015, de 63,1 milhões de toneladas, tendo investido para isso US$ 32,9 bilhões”, disse Lopes.

Na avaliação de Lopes, a decisão do governo chinês de inibir as exportações de aço tranqüilizou o setor siderúrgico brasileiro, que se mostrava preocupado em perder mercado internacional com a ampliação da produção no país asiático: “Nossa expectativa é que realmente a gente continue a ter no mercado internacional as condições favoráveis que estamos encontrando agora”. Lopes informou que a China produz atualmente cerca de 500 milhões de toneladas de aço e exporta 10%.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

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12/05/2008 - Conferência aprova metas brasileiras de emissão de poluentes na atmosfera

Brasília - Ao contrário do que previam os organizadores da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, a plenária que discutiu o texto final só terminou às 4h da madrugada de domingo (11). Uma delas foi a que o coordenador-geral do evento, Pedro Ivo Batista, considerou mais polêmica: o estabelecimento de metas de emissão de gases na atmosfera para o Brasil.

Pelo Protocolo de Quioto, o país não é obrigado a cumprir nenhum tipo de meta. O tratado considera que esta é uma responsabilidade dos países desenvolvidos, que são os que mais poluem. Entretanto, a proposta de metas para o Brasil foi referendada na conferência.

“Foi um debate muito interessante porque parte da conferência achava que o Brasil não deveria definir nenhum tipo de meta e outra parte achava que, mesmo não sendo obrigatório, deveria. Depois de longo debate, definiu-se que o Brasil deve proceder assim para dar sua contribuição ao enfrentamento das mudanças do clima”, contou Pedro Ivo.

Mais de 1,2 mil delegados que participaram da conferência assinaram, ao final do evento, uma “carta de responsabilidade” em que assumiram suas posições, coletivas e individuais, sobre como deveriam se portar diante da questão das mudanças climáticas.

Todo o material produzido – documentos, propostas aprovadas e a carta de responsabilidade – será agora consolidado para o próximo passo: uma audiência pública com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse material todo, as mais de 600 propostas que foram discutidas e vieram de mais de 5 mil emendas do texto-base, será organizado e entregue em audiência ao presidente para servir de subsídio à política e ao Plano Nacional de Mudanças do Clima que o Brasil está preparando”, adiantou o coordenador.

Sobre a efetividade das ações pós-conferência, Pedro Ivo assegurou que a maior parte das ações propostas no encontro anterior foram atingidas.

“Isso é uma questão fundamental para o ministério [do Meio Ambiente], pois não trata apenas de realizar as conferências, mas de acompanhar as resoluções. Temos um trabalho, que está à disposição na internet, que mostra que em torno de 85% do que foi resolvido na 2ª conferência estão sendo aplicados pelo governo federal”, afirmou.

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

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09/05/2008 - Anfavea divulga desempenho da indústria automobilística

São Paulo - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulga hoje (9), às 11h, o desempenho da indústria automobilística - veículos e máquinas agrícolas - referente ao mês de abril. Será no Hotel Sofitel São Paulo, na Vila Mariana. O levantamento inclui dados como produção, vendas e exportações de veículos.

No mês passado, foram comercializados 232.147 veículos, 15,6% mais do que em fevereiro e 20% a mais do que em março de 2007. No acumulado do ano, são 648 mil veículos vendidos no país, 31,4% acima do mesmo trimestre do ano passado.

Agência Brasil

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08/05/2008 - Brasil deve investir em pesquisa para evitar aquecimento global, dizem especialistas

Brasília - Para reduzir os impactos das mudanças climáticas no Brasil e garantir que as populações mais vulneráveis se adaptem às possíveis transformações no sistema climático, é preciso antes detalhar as conseqüências do aquecimento global sobre os ecossistemas do país, de acordo com representantes do governo e da sociedade civil, que participam da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente.

“O IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática] tem seus modelos, mas são modelos de larga escala, o que nós estamos tentando fazer é buscar aprofundar, melhorar a nossa capacidade de projetar as vulnerabilidades dos vários sistemas aos potenciais impactos que a mudança do clima poderia trazer [para o Brasil]”, defendeu a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug.

Entre as conclusões que o painel de cientistas das Nações Unidas apresentou em 2007, em seu quarto relatório, estão cenários que prevêem a savanização da Amazônia (a floresta passaria a ter estrutura semelhante a do cerrado) e a transformação do semi-árido nordestino em deserto.

De acordo com a secretária do MMA, um dos eixos da Política Nacional de Mudança do Clima, que deve ser enviada ao Congresso este ano, trata especificamente do estímulo a atividades de pesquisa e desenvolvimento relacionadas às transformações climáticas. “É fundamental que a gente conte com o apoio de pesquisas muito específicas e modelos muito específicos para o Brasil, que mostrem um perfil mais preciso sobre o nosso território”, avalia.

A recém-criada Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede Clima foi citada pelo representante do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, professor Marcos Freitas, como uma das ações fundamentais para subsidiar a elaboração das políticas públicas sobre o assunto.

A necessidade de integração entre a ciência e a realidade das populações diretamente afetadas pelos possíveis efeitos das mudanças climáticas também foi apontada pelo coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Gecinaldo Sateré-Maué. “É preciso uma unificação entre a academia, a ciência, o capital privado e os governos e para que a gente realmente faça uma grande revolução para salvar o nosso planeta”, sugeriu.

O líder indígena listou as recentes secas na Amazônia e a mudança no intervalo de ciclos biológicos, como o início da piracema, entre os “fatos concretos” identificados pelas populações tradicionais como conseqüências do aquecimento do planeta. “A natureza já começa a mostrar fúria, isso tem que trazer uma reflexão muito grande sobre o futuro do nosso planeta. E as populações indígenas também sofrem junto com o mundo esses impactos.”

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

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07/05/2008 - Empresas brasileiras investem em certificação para controle de qualidade

Atualmente mais de dez mil empresas brasileiras já possuem a ISO 9001, uma certificação internacional que garante a qualidade de todo o processo de uma empresa e não apenas de seus produtos. Esse número poderá ser ampliado com a revisão da norma ISO, que deverá ser editada ainda este mês. A informação é do presidente do Instituto Latinoamericano de Calid (Inlac), no Brasil, Augusto Canalini.

Segundo Canalini, as alterações que estão sendo discutidas deverão tornar a norma mais clara, principalmente sobre a obtenção da ISO. "Vai ser explicado melhor itens que às vezes geram dúvidas, principalmente no monitoramento e validação de processos. Não são grandes mudanças nas regras, mas, uma interpretação mais clara da norma", explicou.

O presidente do Inlac enfatizou a importância da obtenção da ISO como uma forma de conquistar credibilidade no mercado, pois o selo certifica "todos os processos, como produção, aquisição e controle de dispositivos de medição e monitoramento".

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira, a obtenção do certificado colabora para "o aumento das exportações de produtos do estado, principalmente na área de tecnologia, pois a certificação é reconhecida internacionalmente".

A edição brasileira do Foro Mundial da Qualidade, que será promovido pelo Instituto Latinoamericano de Calidad em 14 países, acontece até quinta-feira (8), no Centro de Convenções da Firjan, no centro do Rio.

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br

07/05/2008 - Brasil tem longo caminho a percorrer em responsabilidade social, diz presidente do Inlac

Rio de Janeiro - A melhoria da qualidade de vida da população e o crescimento das empresas são objetivos do Foro Mundial da Qualidade que o Instituto Latinoamericano de Calidad (Inlac)  realiza a partir de hoje (7) no Rio, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado (Firjan) e o governo fluminense. 

O presidente do Inlac-Brasil, Augusto Canalini, disse que o evento vai promover uma atualização das pessoas em relação às mudanças que estão sendo introduzidas nas normas internacionais de qualidade (ISO) e aos sistemas de gestão. Será dada ênfase às áreas de responsabilidade social, qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional, gerenciamento de riscos e gestão estratégica.

Canalini analisou que o Brasil ainda tem muito a crescer na área de responsabilidade social. “Como o país tem uma grande gama de pessoas de baixo poder aquisitivo, esse movimento de responsabilidade social tem que ser muito mais pronunciado no Brasil do que, por exemplo, na Suíça”, argumentou.

O presidente do Inlac-Brasil destacou também a necessidade de que se faça uma distinção entre o que é responsabilidade social e o que é assistencialismo social.  “Assistencialismo social é uma coisa que não dura. Você ajuda uma comunidade, mas cadê a responsabilidade  social disso? Então, a gente não pode se preocupar  com nada imediatista. A gente tem que ter uma visão de futuro. Plantar para colher. Essa é a visão que a gente tem que ter”.

Na questão da responsabilidade social, governo e setor privado devem priorizar  a preocupação com a população que fica no entorno das organizações, sugeriu Augusto Canalini. Além de realizar ações que visem ao bem-estar de seus  funcionários, as empresas devem se preocupar em  promover serviços de qualificação para as pessoas que moram nos arredores, de forma a integrá-las no seu dia-a-dia.

“Eu acho que responsabilidade deve, realmente, abranger não só a empresa, mas as comunidades vizinhas. Se a gente começar  fazendo isso,  com certeza  vai chegar a algum lugar”, declarou.

O Foro Mundial da Qualidade será realizado no Centro de Convenções da Firjan e se estenderá até o próximo dia 9. Deverão participar, entre outras autoridades, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho; o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira;  o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), João Jornada: o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa; o presidente do Inlac, Amando Espinosa Segovia; e o chefe executivo do Harrington Institute, H. James Harrington, que vai falar sobre Os Cinco Pilares da Excelência Organizacional.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br